Quem sou eu
- Silmara Retti escritora
- Ubatuba, Litoral Norte, Brazil
- Sou a Silmara, uma pessoa simples, risonha e de bem com a vida! Sou Coordenadora do Blablablá PositHivo, desenvolvido em parceria com a Prefeitura Municipal de Ubatuba, que tem como objetivo levar informações de DST/Aids em escolas e comunidades através do meu depoimento.Como coordenadora de literatura da Fundart criei o Projeto Psiu com a finalidade de descobrir e apoiar novos autores.Fui escritora sobre o Projeto Furnas, em Ubatuba.Tenho 25 crônicas classificadas em Concursos nacionais,inclusive o conto O Menininho Perdido classificado no concurso de Antologia Ponte dos Sonhos, na Alemanha e o poema Brava Gente de Ubatuba em Guadalaraja.Sou autora da cartilha Ambiente Vivo e do livro Flash, Você sabe o que eu tenho? Eu tenho amores, dores,senhores, sabores...Eu tenho atitude.E VOCÊ? Silmara Retti é madrinha do DTPK crew
Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba
O que é?
A Fundart foi criada em 1987, com o objetivo de desenvolver a política cultural do município. Mantida pelo poder público é uma fundação pública de direito privado, administrada por uma Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo.
Está sediada na Praça Nóbrega, 54 – Centro – no prédio do antigo Fórum.
O que faz?
O “Projeto Arte para Todos” engloba em 2010 as oficinas culturais: Ballet Clássico, Teatro Adulto, Dança Contemporânea (adulto), Piano, Teclado, Artes Plásticas, Desenho Infantil, Artes Circenses, Teatro Infantil, Violão, Dança Contemporânea Infantil, Dança do Ventre, Percussão, Instrumento de Sopro e Coral com total de 975 alunos.
Biblioteca Municipal "Ateneu Ubatubense"
Tem acervo de 25 mil títulos, aproximadamente, e funciona no prédio que sediou a prefeitura de 1964 à 1984. Brevemente teremos a digitalização do acervo que poderá ser consultado via internet; esse trabalho está em andamento. O atendimento ao público é das 08h00 às 18h00 e aos sábados das 09h00 às 13h00.
A Fundart foi criada em 1987, com o objetivo de desenvolver a política cultural do município. Mantida pelo poder público é uma fundação pública de direito privado, administrada por uma Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo.
Está sediada na Praça Nóbrega, 54 – Centro – no prédio do antigo Fórum.
O que faz?
O “Projeto Arte para Todos” engloba em 2010 as oficinas culturais: Ballet Clássico, Teatro Adulto, Dança Contemporânea (adulto), Piano, Teclado, Artes Plásticas, Desenho Infantil, Artes Circenses, Teatro Infantil, Violão, Dança Contemporânea Infantil, Dança do Ventre, Percussão, Instrumento de Sopro e Coral com total de 975 alunos.
Biblioteca Municipal "Ateneu Ubatubense"
Tem acervo de 25 mil títulos, aproximadamente, e funciona no prédio que sediou a prefeitura de 1964 à 1984. Brevemente teremos a digitalização do acervo que poderá ser consultado via internet; esse trabalho está em andamento. O atendimento ao público é das 08h00 às 18h00 e aos sábados das 09h00 às 13h00.
Grupo de Literatura Fundart Projeto PSIU
Projeto Blablablá POsithivo
Mostrando postagens com marcador Aline Rezende autores convidados. Mostrar todas as postagens
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sábado, 17 de julho de 2010
Abraço

Duas pessoas que se gostam
Aproximam-se, abrem os braços
Os corpos se tocam
Entrelaçam-se mutuamente
Nesse momento,
Porto-seguro, muralha intransponível
há uma troca de calor
Sensação de bem-estar,
proteção, completude
Tudo fica fácil...
O tempo pára de escoar
Redoma contra todos os problemas
Inexplicável prazer...
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Aline Rezende autores convidados
Existirá realmente
uma inteligência suprema
que a tudo criou
ou aquele a quem chamamos Deus
é essa coisa infinita
abstrata e bela
o insondável universo
que é a soma de todas as coisas
desde o mais asqueroso de todos os vermes
até a mais brilhante estrela
ou será Deus ainda
o equilíbrio de tudo isso
o mau e o bom
o bem e o mal
bonito-feio
claro-escuro
yin/yang, ôm, sarava, amor...
Aqui, no meu quarto
O mais profundo breu
Restam-me:
Caneta, miolos e silêncio
Ou ainda
Fé, esperança e certeza
Dentro de mim
O universo infinito
A encarnação de um Deus
Mulher
Homem
Verme
Luz
Breu.
uma inteligência suprema
que a tudo criou
ou aquele a quem chamamos Deus
é essa coisa infinita
abstrata e bela
o insondável universo
que é a soma de todas as coisas
desde o mais asqueroso de todos os vermes
até a mais brilhante estrela
ou será Deus ainda
o equilíbrio de tudo isso
o mau e o bom
o bem e o mal
bonito-feio
claro-escuro
yin/yang, ôm, sarava, amor...
Aqui, no meu quarto
O mais profundo breu
Restam-me:
Caneta, miolos e silêncio
Ou ainda
Fé, esperança e certeza
Dentro de mim
O universo infinito
A encarnação de um Deus
Mulher
Homem
Verme
Luz
Breu.
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Aline Rezende autores convidados
Poesia é fantasia
É uma realidade que se cria
Com um bocado de utopia
Para fragmentar a dor
Para intensificar a cor da flor
Que nasce dentro do peito
Que espera um amor perfeito
O mais bonito do jardim
Que seja imortal e que seja sem fim
Poesia é tristeza
É uma dor que dói com leveza
Porque sussurra palavras de infinita beleza
Poesia é a alma
De um poeta sem calma
Que não dorme,
pois seu sentimento grita
uma canção aflita
que precisa ser escrita
para que o homem não morra
nem mesmo fuja ou corra
daquele que é o seu destino:
ser poeta, ser forte e ser ainda menino
É uma realidade que se cria
Com um bocado de utopia
Para fragmentar a dor
Para intensificar a cor da flor
Que nasce dentro do peito
Que espera um amor perfeito
O mais bonito do jardim
Que seja imortal e que seja sem fim
Poesia é tristeza
É uma dor que dói com leveza
Porque sussurra palavras de infinita beleza
Poesia é a alma
De um poeta sem calma
Que não dorme,
pois seu sentimento grita
uma canção aflita
que precisa ser escrita
para que o homem não morra
nem mesmo fuja ou corra
daquele que é o seu destino:
ser poeta, ser forte e ser ainda menino
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Aline Rezende autores convidados
O homem assassino e a baleia tóxica
Outro dia li num site a seguinte manchete: “Baleia assassina é o mamífero mais poluidor do Ártico”. Instantaneamente, me veio um pensamento idiota invasor que disse: “E eu, que achava que assassino e poluidor era o bicho homem...” Em seguida, o texto dizia: “Os cientistas descobriram que a gordura das baleias assassinas, está repleta de bifenilas policloradas (PCBs), pesticidas e até mesmo um produto usado em carpetes. Os PCBs são amplamente usados em produtos elétricos e refrigeradores”. Novamente, o pensamento idiota invasor: “Puxa, e eu que não sabia que gordura de baleia servia de matéria prima para se fazer carpetes e refrigeradores!” Mais adiante, o texto explanava: “Baleias assassinas são os mamíferos mais tóxicos do Ártico, região permeada de elementos químicos domésticos do mundo inteiro” Aaaaaahn... Peraí!!!
Primeiramente, segundo o dicionário, assassino é aquele que mata deliberada e traiçoeiramente ou com premeditação; com violência ou traição. É, ainda, aquele que extingue, destrói, aniquila, causa perda ou ruína. Que eu saiba, baleias não têm essa ardilosidade. Depois, o verdadeiro nome da “baleia”, é “Orca” e, além disso, nem baleia ela é. É golfinho! Ela só leva essa má fama, porque, além de ser grandona, ela come diversas espécies marinhas, inclusive baleias e tubarões. A única coisa que a assemelha ao homem é o fato de ser topo da cadeia alimentar.
A mesma pesquisa que acusa a pobre Orca de ser poluidora, tóxica e assassina, diz que o Ártico é hoje “uma fossa química, que guarda substâncias usadas em nossas casas todos os dias”. As Bifenilas Policloradas – PCB’s, por exemplo, não são inerentes à gordura da Orca, como o pensamento idiota supôs. São substâncias tóxicas não biodegradáveis, que permanecem intactas por muitos anos no meio ambiente. É um tipo de substância que se acumula nos tecidos vegetais e animais. Essas porcarias são cancerígenas e representam um risco efetivo à saúde de homens e animais.
Já os pesticidas, segundo a Wikipédia, “são substâncias químicas que têm como objetivo matar, repelir, regular ou interromper o crescimento de pragas. São consideradas pragas: insetos, ervas, pássaros, mamíferos, peixes e micróbios que competem com os humanos pela obtenção de alimentos”. Essa definição só vem corroborar com a idéia de que o homem é o verdadeiro assassino. Ele extermina tudo o que compete consigo na obtenção de alimentos e depois acaba exterminando a si mesmo, direta ou indiretamente.
O pior é que a “fossa química” em que se transformou o Ártico está se descongelando. Um dia, iremos todos morrer, charfundados na nossa própria imundície, porque a ganância e a pretensão nos impede de sermos menos consumistas. Radicalismo? Talvez... mas a pobre Orca não tem nada a ver com isso...
Primeiramente, segundo o dicionário, assassino é aquele que mata deliberada e traiçoeiramente ou com premeditação; com violência ou traição. É, ainda, aquele que extingue, destrói, aniquila, causa perda ou ruína. Que eu saiba, baleias não têm essa ardilosidade. Depois, o verdadeiro nome da “baleia”, é “Orca” e, além disso, nem baleia ela é. É golfinho! Ela só leva essa má fama, porque, além de ser grandona, ela come diversas espécies marinhas, inclusive baleias e tubarões. A única coisa que a assemelha ao homem é o fato de ser topo da cadeia alimentar.
A mesma pesquisa que acusa a pobre Orca de ser poluidora, tóxica e assassina, diz que o Ártico é hoje “uma fossa química, que guarda substâncias usadas em nossas casas todos os dias”. As Bifenilas Policloradas – PCB’s, por exemplo, não são inerentes à gordura da Orca, como o pensamento idiota supôs. São substâncias tóxicas não biodegradáveis, que permanecem intactas por muitos anos no meio ambiente. É um tipo de substância que se acumula nos tecidos vegetais e animais. Essas porcarias são cancerígenas e representam um risco efetivo à saúde de homens e animais.
Já os pesticidas, segundo a Wikipédia, “são substâncias químicas que têm como objetivo matar, repelir, regular ou interromper o crescimento de pragas. São consideradas pragas: insetos, ervas, pássaros, mamíferos, peixes e micróbios que competem com os humanos pela obtenção de alimentos”. Essa definição só vem corroborar com a idéia de que o homem é o verdadeiro assassino. Ele extermina tudo o que compete consigo na obtenção de alimentos e depois acaba exterminando a si mesmo, direta ou indiretamente.
O pior é que a “fossa química” em que se transformou o Ártico está se descongelando. Um dia, iremos todos morrer, charfundados na nossa própria imundície, porque a ganância e a pretensão nos impede de sermos menos consumistas. Radicalismo? Talvez... mas a pobre Orca não tem nada a ver com isso...
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Aline Rezende autores convidados
Enlatado
Abri uma lata para olhá-la por dentro
E, ao espiar, eu quase não agüento
O cheiro exalando era algo terrível
Podridão do conteúdo ficava visível
Tossi, engasguei e olhei mais um pouco
Lá dentro da lata havia algo muito louco
Uma água viscosa, com nata em cima
Tão nojenta e branca, indigna de rima
Eu não satisfeita, decidi então provar
Tapei nariz e olhos ao experimentar
Talvez palmito, quem sabe aspargo
Mas a verdade é que estava amargo
Foi grande o espanto ao identificar o produto
Era nobre e caro um exemplar daquele fruto
Que agora jazia na lata vencido
Apertado, oprimido, entalado, fedido!
Chorei de pena, depois fiquei com ódio
Jamais me esquecerei desse triste episódio
Por obra do destino o Brasil se decompunha
Essa cruel realidade é que mais me acabrunha
Aline Rezende
E, ao espiar, eu quase não agüento
O cheiro exalando era algo terrível
Podridão do conteúdo ficava visível
Tossi, engasguei e olhei mais um pouco
Lá dentro da lata havia algo muito louco
Uma água viscosa, com nata em cima
Tão nojenta e branca, indigna de rima
Eu não satisfeita, decidi então provar
Tapei nariz e olhos ao experimentar
Talvez palmito, quem sabe aspargo
Mas a verdade é que estava amargo
Foi grande o espanto ao identificar o produto
Era nobre e caro um exemplar daquele fruto
Que agora jazia na lata vencido
Apertado, oprimido, entalado, fedido!
Chorei de pena, depois fiquei com ódio
Jamais me esquecerei desse triste episódio
Por obra do destino o Brasil se decompunha
Essa cruel realidade é que mais me acabrunha
Aline Rezende
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Aline Rezende autores convidados
coitado do blog da Aline...
tão abandonado, desatualizado, não mais frequentado...
essa menina, ou melhor, mulher displicente
deixou de escrever rimas e bobagens
se ocupa agora apenas do tal jornalismo
não sonha mais, esqueceu da poesia
tão necessária de cada dia,
que antes servia de alento para seu coração
pode ser também que seu amigo,
o invisível poeta interior
a tenha abandonado,
ido ter com outras gentes
médiuns menos conscientes
que deixam a mão livre para escrever...
mas a Aline sabe
que bem no fundo, a vontade é tanta
de se expressar, manter a bagaça atualizada
rabiscar uma bobagem por dia, que seja
ter leitores, pessoas interagindo, comentando
será que um dia ela consegue?
talvez quando tiver um computador,
com a fundamental internet,
sua conta sair do vermelho,
quando a correria da vida permitir
que ela tenha um romance sem precedentes
e quando ela conseguir se livrar
da jurisprudência da mãe,
dos medos, dos traumas, das cismas
e, principalmente, da velha preguiça
que é a razão de todas as desculpas
e também o seu maior defeito.
então, se esse dia chegar,
ela poderá manter o subversões atualizado,
como se sua sobrevivência dependesse disso,
uma obrigação exigida pela sua própria vontade...
tão abandonado, desatualizado, não mais frequentado...
essa menina, ou melhor, mulher displicente
deixou de escrever rimas e bobagens
se ocupa agora apenas do tal jornalismo
não sonha mais, esqueceu da poesia
tão necessária de cada dia,
que antes servia de alento para seu coração
pode ser também que seu amigo,
o invisível poeta interior
a tenha abandonado,
ido ter com outras gentes
médiuns menos conscientes
que deixam a mão livre para escrever...
mas a Aline sabe
que bem no fundo, a vontade é tanta
de se expressar, manter a bagaça atualizada
rabiscar uma bobagem por dia, que seja
ter leitores, pessoas interagindo, comentando
será que um dia ela consegue?
talvez quando tiver um computador,
com a fundamental internet,
sua conta sair do vermelho,
quando a correria da vida permitir
que ela tenha um romance sem precedentes
e quando ela conseguir se livrar
da jurisprudência da mãe,
dos medos, dos traumas, das cismas
e, principalmente, da velha preguiça
que é a razão de todas as desculpas
e também o seu maior defeito.
então, se esse dia chegar,
ela poderá manter o subversões atualizado,
como se sua sobrevivência dependesse disso,
uma obrigação exigida pela sua própria vontade...
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sexta-feira, 2 de julho de 2010
Pessimista

Mais um ano se inicia
na minha breve jornada
não sei se mudei quase tudo
ou se apenas transformei o nada
sei que persisto, insisto em viver
A cada dia descubro alguém diferente
dentro de mim, por vezes não me reconheço
Apesar de ser tão previsível
A vida segue seu rumo, alheia à minha vontade
Como a água impõe seu caminho à terra
na busca pelo azul infinito, seu destino
enfim misturar o doce e o salgado
E eu tenho me deixado levar
como um veleiro em pleno mar
ora revolto, ora sereno
espelho, penumbra, luar, tempestade
o que mais me assombra
é o silêncio ruidoso do mistério
que envolve a existência
contudo, aqui estou, em plenos 2007!
um quarto de século já se passou
desde o meu nascimento
e de lá para cá, tanta coisa mudou!
já é possível visualizar o fim do planeta
Pessimista? talvez...
mas o fato é que chegamos a um ponto
em que o retorno é difícil
não há como fazer a engrenagem parar
Além disso,
suspeito que não haja interesse
em frear a máquina econômica
em nome de um ideal altruísta
A Terra clama por socorro
e são poucos que a escutam
talvez seja por essas e por outras
que a chegada de um novo ano
seja algo assustador para mim...
Por vezes penso em ter um filho
mas em seguida mudo de idéia
sinto um gelo na barriga, verdadeiro pânico
o que será do planeta daqui 30 anos?!?!
o que será dos seres humanos?!
só mesmo Deus para ter piedade
e fazer algo pela humanidade
se é que ele tem algum interesse nisso
preservar uma espécie que, apesar da genialidade
insiste em destruir, cobiçar, poluir e...
consequentemente, buscar o suicídio coletivo
Aline Rezende | ei, navegante, comentar é preciso!(5)
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Egoísta
O mundo desaba
e eu escrevo poemas
nada mais posso fazer
senão olhar o horizonte
e escrever...
apesar do nó na garganta
deixo de lado as polêmicas
e escrevo poemas de amor
o que, afinal, não é tão difícil
olhar para meu próprio umbigo
sentir pena de mim mesma
e ignorar a dor alheia
centenas de vezes maior que a minha
eu, que quase não tenho problemas
sinto que o chão vai se abrir
e engolir, sem mastigar
minha mediocridade e pequenez
eu bem poderia escrever
sobre a atualidade do mundo
a dura realidade que nos assola,
mas falo apenas do meu coração
E PONTO FINAL.
e eu escrevo poemas
nada mais posso fazer
senão olhar o horizonte
e escrever...
apesar do nó na garganta
deixo de lado as polêmicas
e escrevo poemas de amor
o que, afinal, não é tão difícil
olhar para meu próprio umbigo
sentir pena de mim mesma
e ignorar a dor alheia
centenas de vezes maior que a minha
eu, que quase não tenho problemas
sinto que o chão vai se abrir
e engolir, sem mastigar
minha mediocridade e pequenez
eu bem poderia escrever
sobre a atualidade do mundo
a dura realidade que nos assola,
mas falo apenas do meu coração
E PONTO FINAL.
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O HOMEM NU

Não, isso não é mentira.
Eu vi um homem andando nu
pela rua da praia do Pereque-Açu.
Ia tranqüilo,
sentindo a brisa do entardecer nos pêlos pubianos.
Além disso, uma leve garoa caía.
O céu lá no horizonte estava cor-de-rosa
e um arco-íris coroava o morro da Barra Seca.
O mar, sereno, espelhava toda a beleza do cenário
De repente...
Um homem nu na minha frente.
Nem bonito, nem feio.
Um homem normal.
Confesso: fiz questão de olhar
de frente e de costas para constatar
sua nudez que seguia, despropositada
deixando um rastro de pessoas atordoadas
sem reação, boquiabertas, literalmente
e eu, presenciava tudo aquilo
na contra-mão da história:
Um acontecimento sem precedentes na vida,
embora povoe o imaginário de muita gente.
Quem nunca sonhou que caminhava pelado,
pela rua, no trabalho ou na escola?
Mas esse homem não parecia nada constrangido
Ele debochava da sociedade, explicitamente
balangando de um lado para o outro sua indiferença.
Fiquei a filosofar mentalmente a antropologia
O contexto psicofísicoeconomicosocial da situação,
imaginando o que o levou a fazer isso
mas não tive a ousadia de perguntar
Também não acho que ele responderia
Mesmo porque, sem dúvida, seria uma looonga história
E eu não saberia como me portar nessa entrevista
Continuei pedalando rumo à minha casa
sem saber o final do episódio
meus pudores me impediram de ir atrás do homem
que seguia determinado o seu caminho.
Realmente não sei se pretendia chegar ao Centro,
mas o fato é que ele andou bastante e à vontade
causando espanto na comunidade.
Ao contrário do que se poderia imaginar,
o homem nu do Perequê-Açu não causou alarido
Nem mesmo histeria ou violência,
Apenas um cochichado burburinho
Demorou para que alguém tivesse a idéia
de enfiar a mão no bolso,
sacar o celular e discar 190.
As pessoas pareciam não saber se era crime ou não
andar pelado ao entardecer
sentindo a brisa nos pêlos pubianos
ao menos uma vez na vida.
“Esse rapaz só pode estar drogado!”
ouvi alguém profetizar
não sei se era bem isso
seu passo parecia firme, consciente, seguro
Gargalhei sozinha ao recompor tão insólito acontecimento
Que, afinal, tornou-se mais uma poesia-crônica
Curta-metragem sem fim, fragmento de vida
Só me restava dividir com o papel as impressões...
Aline Rezende | ei, navegante, comentar é preciso!(0)
03/04/2006 17:31
ela...
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SESSÃO PIPOCA LITERÁRIA
I BATALHA DE FREESTYLE NO CASARÃO DA FUNDART
I BATALHA DE FREESTYLE NO CASARÃO DA FUNDART
Projeto TAMAR - Livro Infinitivos
Lançamento do livro Infinitivos Projeto TAMAR
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A CASA VINICIUS DE MORAES
O CADERNO TOQUINHO
Brasileira
Resumo escrito:jasmine202
A literatura brasileira nasceu do encontro de vários fatores, fatores esses políticos, ideológicos e históricos. Para que a literatura brasileira se firmasse ocorreu uma quebra de paradigmas. Rupturas foram feitas como forma de consciência do passado histórico do país.
Porém, antes disso, a Carta de Pero Vaz de Caminha representou um marco na literatura feita no Brasil. Através dessa carta houveram as primeiras impressões sobre o país. Até 1627 a literatura era chamada de Literatura de Informação.
Nesse tipo de literatura havia a descrição da vida dos índios e seus costumes. A tônica da literatura informativa era a preocupação com o ouro e pedras preciosas encontradas no país.
A literatura feita pelos jesuítas também foi signficativa. Houve uma análise mais perpicaz e crítica da realidade brasileira. Anchieta foi um deles. Poeta e dramaturgo se importa em fazer estudos literários. Usava em suas obras o português e o tupi.
Já vemos na carreira literária de Gil Vicente o primeiro documento do teatro português. Os autos de Anchieta aqui no Brasil mostravam de forma alegórica e histórica as cenas brasileiras.
No século 17 houve um crescimento da historiografia no Brasil surgindo poetas e estudiosos sobre áreas geográficas do país. Houve assim uma valorização do caráter informativo e referencial se baseando ainda na presença da cultura européia no Brasil.
Origens da Literatura Brasileira Originalmente publicado no Shvoong: http://pt.shvoong.com/humanities/243760-origens-da-literatura-brasileira/
Resumo escrito:jasmine202
A literatura brasileira nasceu do encontro de vários fatores, fatores esses políticos, ideológicos e históricos. Para que a literatura brasileira se firmasse ocorreu uma quebra de paradigmas. Rupturas foram feitas como forma de consciência do passado histórico do país.
Porém, antes disso, a Carta de Pero Vaz de Caminha representou um marco na literatura feita no Brasil. Através dessa carta houveram as primeiras impressões sobre o país. Até 1627 a literatura era chamada de Literatura de Informação.
Nesse tipo de literatura havia a descrição da vida dos índios e seus costumes. A tônica da literatura informativa era a preocupação com o ouro e pedras preciosas encontradas no país.
A literatura feita pelos jesuítas também foi signficativa. Houve uma análise mais perpicaz e crítica da realidade brasileira. Anchieta foi um deles. Poeta e dramaturgo se importa em fazer estudos literários. Usava em suas obras o português e o tupi.
Já vemos na carreira literária de Gil Vicente o primeiro documento do teatro português. Os autos de Anchieta aqui no Brasil mostravam de forma alegórica e histórica as cenas brasileiras.
No século 17 houve um crescimento da historiografia no Brasil surgindo poetas e estudiosos sobre áreas geográficas do país. Houve assim uma valorização do caráter informativo e referencial se baseando ainda na presença da cultura européia no Brasil.
Origens da Literatura Brasileira Originalmente publicado no Shvoong: http://pt.shvoong.com/humanities/243760-origens-da-literatura-brasileira/
A TRAJETÓRIA DA LITERATURA BRASILEIRA
Cilly Bueno - colaboradora literária
Iracema- José de Alencar
E agora José? - Carlos Drummond
Patativa do Assaré
O PATO TOQUINHO
DOM CASMURRO - Machado de Assis
A TRISTE PARTIDA - Patativa do Assaré
VITRINE
Graforréia Xilarmônica - Literatura Brasileira
Acordo ortográfico - acento
No Meio do Caminho - Carlos Drummond
O Presidente Negro - Monteiro Lobato
Triste Fim de Policarpo Quaresma” - Lima Barreto
A imaginação nos dá asas!
O CORTIÇO
O livro da Aninha Fernandes traduzido em japonês( rsrsrs)
Sarau Literário Fundart
EU -Augusto dos Anjos
O Primo Basílio - Eça de Queiroz
Um pouco de Edgar Izarelli
Abro a janela,
deixo a noite entrar
Nos sonhos
da minha alma!
Edgar Izarelli de Oliveira
deixo a noite entrar
Nos sonhos
da minha alma!
Edgar Izarelli de Oliveira
Leitura na rede