
Mais um ano se inicia
na minha breve jornada
não sei se mudei quase tudo
ou se apenas transformei o nada
sei que persisto, insisto em viver
A cada dia descubro alguém diferente
dentro de mim, por vezes não me reconheço
Apesar de ser tão previsível
A vida segue seu rumo, alheia à minha vontade
Como a água impõe seu caminho à terra
na busca pelo azul infinito, seu destino
enfim misturar o doce e o salgado
E eu tenho me deixado levar
como um veleiro em pleno mar
ora revolto, ora sereno
espelho, penumbra, luar, tempestade
o que mais me assombra
é o silêncio ruidoso do mistério
que envolve a existência
contudo, aqui estou, em plenos 2007!
um quarto de século já se passou
desde o meu nascimento
e de lá para cá, tanta coisa mudou!
já é possível visualizar o fim do planeta
Pessimista? talvez...
mas o fato é que chegamos a um ponto
em que o retorno é difícil
não há como fazer a engrenagem parar
Além disso,
suspeito que não haja interesse
em frear a máquina econômica
em nome de um ideal altruísta
A Terra clama por socorro
e são poucos que a escutam
talvez seja por essas e por outras
que a chegada de um novo ano
seja algo assustador para mim...
Por vezes penso em ter um filho
mas em seguida mudo de idéia
sinto um gelo na barriga, verdadeiro pânico
o que será do planeta daqui 30 anos?!?!
o que será dos seres humanos?!
só mesmo Deus para ter piedade
e fazer algo pela humanidade
se é que ele tem algum interesse nisso
preservar uma espécie que, apesar da genialidade
insiste em destruir, cobiçar, poluir e...
consequentemente, buscar o suicídio coletivo
Aline Rezende | ei, navegante, comentar é preciso!(5)

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